Um fogo queimou em mim, impulsionou o olhar, aproximei-me devagar e toquei-lhe os seios redondos, na fartura do puerpério, sentindo os bicos pontudos e jatos do leite morno, doce e vitaminado a percorrer o abdômem e a descer à virilha, internamente. Rendendo-me ao desejo de expectadora, com a boca salivada, suguei o leite escorrido, impregnado e temperado na pele de bronze reluzindo a gula dos sentidos ouriçados, provando os sabores da secreção esvaída na vagina, acumulada entre os lábios pequenos e grandes, esbanjada na gangorra da chupança que misturava os líquidos a favor da lubrificação reentrante no ânus–candidato à árdua penetração por línguas e dedos, senti-me febril, estonteada de vibrações que vinham no meu raciocínio que não socorria por estar atordoado pela homossexualidade brotada de um semblante repentino e alucinante em meio às reviravoltas da relutância e do temor ao preconceito cultural. Em nome do prazer entreguei meu corpo àquelas mãos finas e macias que me percorreram sem receio, minuciosamente, em toda parte, descobrindo os sensitivos pontos com beijos aspirantes na carne flácida reverberante do orgasmo aos arrepios e volúpias incessantes. A pele quente me cobriu de transpirações escorregadias e fizeram deslizar a ousadia no meu sexo afoito, o clitóris posicionado e a reentrância rubra no latejo descompassado em consonância com a língua precursora fiel das mucosas mais íntimas, sensibilizadora do âmago libidinal.


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